

A pior forma de escravidão é a que nós mesmos nos propomos a aceitar, a que nós mesmos nos punimos e não lutamos contra, parece mais fácil nos sentenciar.
Precisamos nos libertar da escravidão de expectativas medíocres, de contentar-se com migalhas, de acreditar que só algumas pessoas podem conseguir tudo, e nós a grande maioria devemos nos contentar em sobreviver e tocar a vida.
Todos podemos aprender a nos construir como pessoas mais livres, abertas, humanas, alegres, todos podemos ser pessoas mais interessantes, realizadas. A educação precisa focar mais, junto com a competência intelectual, a construção de pessoas cada vez mais livres evoluídas, independente e responsável socialmente. Uma educação interessante, aberta e estimulante, que descortine novos horizontes profissionais, afetivos, sociais e favoreça escolhas mais significativas em todos os campos.
A educação que queremos é a educação que ajude as pessoas a acreditarem em si, a buscar novos caminhos pessoais e profissionais, a lutar por uma sociedade mais justa, por menos exploração, a dar confiança a crianças e jovens para que se tornem adultos realizados, afetivos, inspiradores. Vale a pena ajudar a quem está começando ou com mais dificuldades, só assim construiremos um país melhor.
http://www.eca.usp.br/prof/moran/livres.htm


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